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Alimentação

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Reportagens
18/12/2014

Alimentação de inverno

sopa[1]
Entrevistada: nutricionista Maria João Eleutério
Texto: Alerta! Saúde
Imagem: DR

Chega o tempo frio e o nosso apetite aumenta. Por quê?

Saiba o motivo pelo qual preferimos alimentos mais calóricos de inverno e como se alimentar de forma a não cometer excessos que possam prejudicar a sua saúde, protegendo-a também das agressões que sofre durante o inverno.

 

Como explica a nutricionista Maria João Eleutério, aquando da chegada do inverno manifesta-se a propensão para a ingestão de alimentos quentes e consequentemente mais calóricos, de modo a compensar as temperaturas mais baixas. Para que se mantenha saudável todo o ano, a nutricionista adverte: “O segredo está em manter uma dieta equilibrada, sem abdicar dos deliciosos pratos típicos da alimentação no inverno”.

Esta preferência por uma alimentação mais calórica deve-se às necessidades energéticas do organismo que aumentam em função da necessidade de produzir mais calor para, consequentemente, manter a temperatura corporal normal. Como disse Maria João Eleutério, “há um aumento do metabolismo para não deixar que a temperatura do organismo baixe e prejudique o seu correto funcionamento. Assim, ocorre um maior gasto de energia maior, fazendo com que se sinta mais fome do que o habitual”.

Deste modo, os excessos cometidos em relação à alimentação são praticados mais recorrentemente nesta época do ano. Como referido, o organismo precisa de mais energia para sustentar a temperatura corporal, o apetite aumenta e a preferência por alimentos mais ricos em calorias fazem com ingira mais calorias diariamente do que o necessário. Até porque “por norma, os alimentos que dão a sensação de aquecer o corpo são os mais calóricos”, mencionou a nutricionista.

Segundo a Dra. Maria João Eleutério, os excessos alimentares mais comuns fazem-se através da ingestão de alimentos gordurosos e açucarados, como, por exemplo, fondue, chocolate quente, pratos com molhos, leite e derivados gordos.

Contudo, tenha atenção: o aumento do consumo de alimentos no inverno pode ser, como a própria nutricionista alerta, “desastroso”, pois pode conduzir a uma ingestão calórica acima do necessário. Como consequências, pode dar-se a adição de peso indesejável ou mesmo o acréscimo de risco de doenças cardiovasculares.

De modo a que consiga manter-se quente durante o tempo frio, a nutricionista indica como adequados os alimentos quentes e picantes. A título de exemplo, a Dra. Maria João Eleutério dá-nos alguns conselhos:

 

- Se tiver dificuldade em comer saladas frias, pode substitui-las por legumes cozidos e aumentar a ingestão de leguminosas, como feijão, grão, favas, ervilhas e lentilhas – e sementes, como linhaça, sésamo, girassol;

- Inicie as principais refeições com caldos ou sopas quentes, que são muito reconfortantes;

- Substitua os molhos gordurosos por molho de iogurte ou leite magro;

- Opte por modos de confeção como grelhados, cozidos e assados com pouco molho;

- Use ervas aromáticas/especiarias, como coentros, cominhos, gengibre, paprica, para temperar os alimentos, porque têm propriedades termogênicas (capazes de aquecer o organismo);

- Aumente a ingestão de bebidas quentes como os chás e tisanas;

- Não esqueça a importância de manter a atividade fisica durante o inverno, porque além dos seus beneficios para a saúde, ajuda a aumentar a temperatura corporal.

 

Aproveite o que uma alimentação equilibrada pode fazer por si durante o inverno, pois esta pode fortalecer o seu sistema imunitário e a sua capacidade de defesa às agressões externas, como as gripes e infeções mais presentes no tempo frio. Como explica a nutricionista, “dos nutrientes presentes nos alimentos destacam-se a vitamina C (citrinos e produtos hortícolas); a vitamina A (produtos hortícolas); o selénio (aveia, cereais integrais), a vitamina E (peixes, sementes e cereais integrais); o zinco (cereais integrais, sementes, carne vermelha); o magnésio (leite e derivados, banana, cereais integrais); o ferro (carne, vísceras, leguminosas, vegetais de folha verde escura); o ómega 3 (peixes gordos e sementes – sésamo, linhaça, girassol, abóbora); a proteína (carne, peixe, laticínios) e a fibra alimentar (produtos hortícolas, fruta, cereais integrais)”.

Desta forma, mostramos, segundo as orientações da nutricionista Maria João Eleutério, como a sua alimentação diária de inverno deve ser, para que se mantenha quente e continua saudável.

 

Primeiramente, fracione a alimentação ao longo do dia, entre 5 a 6 refeições.

Pequeno almoço

Deve ser composto por uma porção de hidratos de carbono (cereais e derivados), uma porção de proteínas (leite e derivados magros) e uma porção de vitaminas e minerais (fruta).

 Almoço

Deve ser constituído por uma sopa de legumes e prato com uma porção de hidratos de carbono, com salada ou legumes.

Jantar

Ao jantar, opte pela sopa e um prato ligeiro, com uma porção de carne ou peixe acompanhada de legumes ou salada

 

As refeições intermédias, como a meio da manhã, lanche e ceia devem ser de pequeno volume e leves, escolha frutas, iogurtes, bolachas integrais ou de água e sal.

A ingestão de água deve ser feita diariamente ao longo do dia.

 

 

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