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17/12/2014

Tem medo de andar de avião?

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Miguel Cabral
Estudante de Licenciatura de Comunicação social e cultura
miguel_machado4@hotmail.com

Fecham-se as portas. Como é incrível que tudo à sua volta pareça tão pequeno, tão apertado. Colocam-se os cintos de segurança. E esses cintos são a única coisa na qual vemos segurança e apenas sob a forma de substantivo.
Os motores expressam-se com mais ênfase e lá vão eles. Eles, os que conseguiram desafiar o medo e entrar no avião.

O medo de andar de avião é comum a muitas pessoas. Os valores não são exatos, mas acredita-se que entre 20 a 40% da população mundial tem medo de andar de avião. Este medo varia de pessoa para pessoa e expressa-se de maneiras diferentes. Uns passam mal apenas quando há turbulência, outros durante todo o voo, mas há quem nem consiga entrar no avião. O medo, por vezes excessivo e descontrolado, apresenta-se sempre que o indivíduo é exposto à situação de fazer uma viagem aérea, seja no dia do voo ou, em casos mais graves, semanas antes da viagem. Este estado fóbico provoca na pessoa sintomas psicológicos, geralmente associados à ansiedade, e físicos.

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Existem diferentes causas para a fobia de andar de avião. A principal causa é o receio que o avião caia. A claustrofobia e o medo de alturas também são causas bastante pertinentes para esta fobia, dado o reduzido espaço existente no avião e o facto da única saída, durante o voo, é saltar de uma altura considerável. Para além destas causas, há quem tenha medo de andar de avião por não ter o controlo do mesmo, temendo que aqueles que o controlam não façam bem o seu trabalho. Para aqueles que têm dificuldade ou não conseguem de todo entrar num avião, as causas do medo são praticamente as mesmas, mas apresentam-se de forma mais acentuada. Estas mesmas pessoas imaginam situações de pânico. Têm medo de ficar com ansiedade no avião e das consequências que isso pode trazer durante a viagem.

O medo de andar de avião atinge, como já foi referido, muita gente. Trata-se de um problema que não escolhe género nem idade, podendo afetar crianças e adultos, homens e mulheres. O avião é considerado o meio de transporte mais seguro que existe e o melhor para percorrer longas distâncias, tendo em conta o tempo e o custo. Mas estas premissas não combatem a fobia de andar de avião. Pelas suas características, este medo traz consequências para a pessoa. Por exemplo, aqueles que nem conseguem entrar num avião limitam a sua vida ao uso de transportes terrestres e marítimos, podendo afetar o lazer da pessoa, não viajando nas férias para destinos “inalcançáveis”, e, mais grave ainda, pode afetar a vida profissional, fazendo com que a pessoa não aceite trabalhos que inclua viajar. Os mais corajosos desafiam o medo e fazem um esforço enorme para entrar e permanecer no avião. Se vão de férias, acabam por não desfrutar ao máximo nem relaxar, só de pensarem na viagem de regresso.

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Este medo de viajar é associado ao desconhecido. As pessoas, regra geral, não têm noção dos procedimentos tomados antes e durante uma viagem, todo o cuidado e segurança que giram em torno de um avião. Pensam que nas zonas de turbulência o avião pode cair a qualquer momento ou partir-se em bocados. Qualquer barulho mais estranho, associam logo ao perigo. Desta forma, cria-se um medo sem fundamento, sem que haja motivo para tal. Esse medo tende a agravar-se com o tempo, incapacitando a pessoa de viajar de avião. Atualmente, é possível combater o medo de voar, pois existem clínicas especializadas, terapias específicas e cursos para voar sem medo. São tratamentos com uma taxa de sucesso bastante elevada. Tendencialmente, são aqueles cujas vidas ou profissões são afetadas pela fobia de voar que mais procuram ajuda (jornalistas, futebolistas e desportistas de alta competição em geral, empresários, entre outros).

Sendo o medo um estado emocional, torna-se mais difícil controlá-lo ou até ultrapassá-lo. Mas por ser difícil, não o torna impossível. Seguem-se 5 passos que o poderão ajudar a controlar e perceber o medo de andar de avião:

  1. Reconhecer que o medo advém daquilo que acha ser ‘andar de avião’. O medo de voar não é uma doença, mas a consequência de uma ideia errada que termos sobre andar de avião, subestimando o medo que daí resulta.

  2. Identificar aquilo que acha ser os perigos de voar. Quais são as ameaças que vê num voo? Quais as maiores preocupações quando o avião levanta voo? Teme os períodos de turbulência? Seja específico, identifique quais as suas maiores preocupações ao voar e anote-as.

  3. Desafiar essas crenças, pois são… falsas! Assim que identificar a lista das suas preocupações ao voar, deve procurar saber se serão válidas, plausíveis. Os factos suportam as suas preocupações? Por exemplo, se acredita que a turbulência é perigosa, pois poderá causar danos no avião que o impossibilite de voar, tente saber se é mesmo verdade, se existem provas que o confirmem. Na prática, os aviões modernos são idealizados e construídos para voarem com turbulência. Logo, não se trata de uma ameaça para o avião. A turbulência pode ser uma situação desconfortável, mas não é perigosa.

  4. Substituir as falsas crenças pelos factos. Para muitas pessoas, este ponto poderá não ser muito difícil, mas para outras será um desafio enorme.

  5. Praticar essa mudança. Depois de conhecer os factos, é importante ser persistente. Poderá ser um processo de mudança longo e difícil, mas acontecerá se insistir e acreditar que é possível.

Pode demorar, mas com vontade e persistência, o medo de voar pode ser superado!

 

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