Cuide dos seus animais - Alerta! Saúde

Medicina

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Animais
04/10/2012

Cuide dos seus animais

Grainha

Na Clínica Veterinária de Santana são tratados e acompanhados na sua saúde animais como gatos, cães, pássaros, tartarugas, vacas, cavalos, porcos e cabras.

Contudo os animais mais escolhidos para companhia são ainda o cão e o gato.

A Dra. Marjon diz-lhe tudo o que precisa saber sobre como bem tratar do seu animal.

Sobretudo: nunca o abandone!

dra. Marjon

Dra.-MarjonAdoção

A Dra. Marjon, da Clínica Veterinária de Santana, explica que não há uma idade certa para adotar um animal. Habitualmente se prefere os animais bebés porque se adaptam com mais facilidade à família, porém adotar um animal adulto é igualmente possível. Aliás, adotar um animal adulto pode traduzir-se numa agradável surpresa: o animal vai sentir-se grato por ter sido acolhido, na maioria dos casos.

A Dra. Marjon refere que o problema relativo à adoção de animais adultos é não conhecer as suas antecedências. Deste modo, se passar por uma situação destas, tente informar-se acerca da história do seu animal de estimação.

Se o seu animal tender a roer coisas em casa, a médica veterinária elucida que se poderá tratar de uma chamada de atenção. “Não pode desprezar o seu animal. Mas também não pode permitir comportamentos errados, tem de o repreender”.

Ainda quanto à adoção de animais, seja de qual for a idade, a veterinária adverte que muitas pessoas ainda não veem o animal como parte da família, a qual deve cuidar dele do princípio até ao fim, com responsabilidade e carinho, nunca o abandonando. “Por vezes, querem ver-se livres do animal que arranjaram…”, comentou a médica.

Primeiro passo – o que fazer?

Ao adotar um animal, primeiramente deve proceder à desparatisação externa e interna.

Nessa primeira fase similarmente, avalie o comportamento do animal: se está a comer, se está feliz ou não, se se manifesta agressivo para consigo ou outros animais da casa.

Como disse a médica, “Sempre com calma, nunca use brutalidade, o animal precisa tempo para se adaptar. Não se pode colocar um no meio dos outros e virar as costas. Devagar, deve acompanhá-lo até ele conhecer os outros animais da família”.

Para que o novo membro da família se insira facilmente na convivência, tenha calma, converse com ele – pois o animal entende o seu tom de voz. Mostre quando ele se portar bem e repreenda quando se portar mal.

Não se esqueça de que você é que é o dono, o animal deve obedecer, caso contrário acidentes podem despontar.

Seja justo e respeite o animal.

Anteriormente, o animal pode ter sofrido traumas, desse modo, avance e observe com cautela a cuidado. A veterinária refere que há animais, devido a essas situações, que já não podem ser adotados. Se se tratar de um animal agressivo, só deve ser adotado por uma pessoa com experiência.

Se o seu animal for teimoso, a Dra. Marjon aconselha a usar comida como moeda de troca. “O animal faz tudo por comida, portanto se se portar bem recompense-o”.

A veterinária diz ainda que os animais não devem ter sempre comida à sua frente.

 

Vacinação

Os animais devem ser vacinados uma vez por ano, pós a vacina devem fazer sempre o reforço. Para cães, que habitem em quintas com a possibilidade com convivência com ratos, a Dra. Marjon que o animal seja vacinado contra a Leptospirose de 6 em 6 meses. Excetuando esse caso, a vacinação, para os cães, contempla a prevenção de esgana, hepatite, parvovirose e tosse do canil.

Quanto aos gatos, a médica refere que as suas vacinas são mais para a proteção deles, pois mesmo que um gato não saia ou não contacte com outros, pode contrair viroses.

Para os cachorros, a desparatisação interna deve ser feita (para o cachorrinho e para mãe) 15 dias pós-parto; e depois de 15 em 15 dias até 3 meses de idade.

Os gatos devem fazer essa desparatisação 3 semanas depois de nascerem. Igualmente, deve ser para a mãe e o bebé, e continua-se de 3 em 3 semanas até 3 meses de idade de igual modo.

Os cães podem ser vacinados pela primeira vezes entre a 4 a 5 semanas. Os gatos quando tiverem cerca de 1kg.

A vacinação deve ser efetuada até ao fim da vida do animal.

 

Doenças

As doenças mais comuns nos gatos são as rinotraqueítes e constipação. Porém, a médica sublinha que se um gato constipa, será certamente falta de alguma vacina, pelo que deve ser imediatamente vacinado.

Os cães sofrem com mais frequência de dermatite e alergias.

A veterinária alerta: “Não dê medicamentos para pessoas aos animais, uma aspirina ou um brufen pode matar um gato! Os medicamentos estão preparados para pessoas entre 50 a70 kg e os gatos têm 3 ou 4kg!”.

Nos cães não será tão perigoso pois têm mais peso, mas é completamente desaconselhado de qualquer forma; o organismo dos animais é diferente. Nunca dê medicamentos seus ao seu animal, procure um médico!

Alimentação

A alimentação do animal é muito importante e deve ser sempre adequada à idade do animal.

Por exemplo, deve ajustar a alimentação do seu gato aos 7 anos e depois por volta dos 12 ao 14. A comida adequada contempla as necessidades do organismo do gato com essa idade.

Com o avançar da idade, os animais ficam menos ativos, portanto deve estimular a atividade física do seu animal. Reduza e fracione a alimentação também.

 

Higiene

Como disse a Dra. Marjon, “os gatos são muito higiénicos. Contudo, os mais peludos têm de ser escovados, talvez até diariamente. E se o cão for peludo, também devem ser penteado”.

Em termos de saúde, quanto menos lavar, melhor. Se o seu animal viver em casa consigo, a médica afirma que, nesse caso, até o pode lavar, mas raramente. A veterinária explica também que se o animal viver num ambiente limpo, não precisa ser lavado.

Uma importante medida de higiene é a desparatisação: o animal, mesmo que não saia, pode apanhar pulgas. Tenha atenção.

A Dra. Marjon aconselha a atentar às zonas genitais e em redor da boca dos animais de pelo longo: apare o pelo nessas zonas, para maior higiene e saúde.

Outros aspetos relativos a limpeza, como as orelhas e os olhos, variam de animal para animal, de raça para raça. Aconselhe-se junto do médico veterinário do seu animal.

 

Castração

A Dra. Marjon não hesita: “Castre o seu animal”. Para travar a reprodução e melhorar a saúde do animal – o animal castrado vive mais.

A reprodução sem controlo representa outro problema grave: a dificuldade de acolhimento, e bom acolhimento.

Existem muitos animais abandonados por falta de castração.O canil, para onde poderão ir, tem um limite de lotação. Ao excedê-lo, terão de abater os animais.

“A culpa é da sociedade”, defendeu a médica veterinária.

 

A Dra. Marjon apela: “Pense bem antes de ficar com um animal. Às vezes, as pessoas fazem-no na emoção, e não têm condições para ele”.

Se tiver animais com os quais não possa ficar, não os deixe na rua nem em casa de outras pessoas. E antes que se depare com animais com não pode manter, castre o seu.

Texto: Alerta! Saúde
Imagem: Antero Sousa; DR

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