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04/02/2015

Diabetes!

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Ana Gonçalves
Licenciada em Análises clínicas e Saúde pública

Segundo dados recentes da Organização Mundial de Saúde, a Diabetes atinge, mundialmente, mais de 382 milhões de pessoas e matou, em 2013, 5.1 milhões de pessoas em todo o mundo. É a principal causa de Cegueira, Amputação e Insuficiência Renal. Portugal posiciona-se entre os países europeus que registam uma taxa de prevalência mais elevada de Diabetes.

Ana Gonçalves, licenciada em Análises clínicas e Saúde pública é a nossa entrevistada sobre a Diabetes: doença que afeta cerca de 13% da população adulta de Portugal: cerca de 1 milhão de adultos e 1200 crianças e adolescentes. 

Estes números são efetivamente alarmantes, contudo ao longo deste artigo vamos explicar o que é a doença e como nos podemos prevenir dela.

 

Como sublinha Ana Gonçalves, “Em primeiro lugar, temos de saber o que é a Diabetes. A Diabetes Mellitus é uma doença crónica que se caracteriza pelo aumento dos níveis de açúcar (glucose) no sangue, a chamada Hiperglicemia. Por ser uma doença crónica, não tem cura, mas pode ser prevenida, tratada e os seus efeitos controlados e reduzidos.”.

Diabetes

Porque se dá este aumento dos níveis de açúcar no sangue?

Como refere a nossa entrevistada, a palavra-chave para esta questão é a insulina. “A insulina é uma hormona produzida no pâncreas imprescindível ao transporte do açúcar da corrente sanguínea para o interior das nossas células, onde é transformado em energia. Em indivíduos com Diabetes, existem 3 cenários possíveis: ausência total de produção de insulina, pouca quantidade de insulina produzida ou ainda a produção de insulina ineficaz”. Qualquer uma destas causas conduz aumento dos níveis de açúcar no sangue. Deste modo, há diferentes géneros de diabetes, consoante a sua origem.

 

Quantos tipos de Diabetes existem? E quais são?

Existem três tipos de Diabetes.

Diabetes Tipo I: caracteriza-se pela ausência total de insulina produzida;

Diabetes Tipo II:  surge quando o organismo produz insulina em pouca quantidade ou quando esta não é eficaz;

Diabetes Gestacional: nesta regista-se um aumento dos níveis de açúcar no sangue durante a gravidez.

 

Ana Gonçalves afere que as pessoas diagnosticado«as com Diabetes Tipo I são essencialmente crianças e jovens. Por outro lado, a Diabetes Tipo II aparece ligada à obesidade e sedentarismo, e apresenta uma forte componente hereditário de predisposição.

Sintomas da Diabetes tipo 2

Sintomas da Diabetes tipo 2

 

Que complicações advêm desta doença?

A nossa entrevistada aponta que, em traços gerais, é nos rins, nos olhos, no sistema nervoso e no sistema vascular que se manifestam as mais importantes, e frequentemente fatais, complicações da Diabetes. “Entre elas podem-se contar as doenças cardiovasculares (enfartes, hipertensão arterial, acidentes vasculares cerebrais, aterosclerose), doenças renais, cegueira, pé diabético e a amputação de vários membros”, descreveu Ana Gonçalves.

 

O que podemos fazer para prevenir, reverter ou gerir a Diabetes?

De forma clara, sem margens para dúvidas, Ana Gonçalves afirma: Mudar o nosso estilo de vida.

Como ilustrou, “O tratamento da Diabetes com insulina ou medicação é apenas uma emenda, um remendo que permite controlar os níveis de açúcar no sangue, mas que apenas contribui para a obesidade, se não existe mudança de hábitos alimentares e a adoção de um estilo de vida saudável”.

Alimentação-Saudável_diabetes

E… como posso tornar a minha vida mais saudável? 

Ana Gonçalves dá exemplos de como o conseguir:

  1. Alcance e mantenha um peso saudável,
  2. Faça exercício físico diariamente,
  3. Ingira alimentos mais ricos em fibra, em valor nutritivo, proteico e com baixo índice glicémico;
  4. Aumente a ingestão de alimentos de origem vegetal, como fruta, legumes, leguminosas e cereais completos;
  5. Evite alimentos ricos em açúcar e colesterol;
  6. Opte por uma alimentação variada e equilibrada;
  7. Não fume;
  8. Descanse e dormir adequadamente e fazer um check-up regular,

“Estes são alguns dos passos a adotar por quem é diabético e por quem não quer vir a ser” alertou a profissional de saúde, acrescentando que “independentemente da nossa predisposição genética para esta doença, a nossa saúde está nas nossas mãos e nas escolhas que fazemos”.

E o leitor, que escolhas vai tomar?

 

 

 

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