Massagem de recuperação e medicina desportiva

Medicina

Publicidade

Reportagens
14/01/2015

Massagem de recuperação e medicina desportiva

Massagem desportiva

Carlos Barbosa é Técnico de massagem de recuperação e medicina desportiva. Saiba o que faz um profissional desta área e conheça os conselhos que tem para si.

O técnico de massagem assegura todos os tipos de recuperação, manual massajada ou através de eletroterapia, para fins curativos para determinados tipos de lesões: entorses, luxações, derrames, problemas a nível da coluna, hérnias por exemplo, e também massagens para fibromialgia.

“Um massagista não é o mesmo que técnico de massagens. Sou especializado por várias Escolas e filiado em Associações. Tirei um curso no Centro de Medicina Desportiva de Lisboa, participei na Final da Taça de Portugal em Volei, como massagista do FCPorto. Fiz também um estágio no SLB. Todos anos, vou a um seminário. Estou devidamente formado e informado quanto à minha prática profissional”.

Carlos Barbosa é conhecido nos Açores, no continente Português, EUA, Bermudas e Canadá.

 

Como nos contou o Técnico de massagem de recuperação e medicina desportiva, é frequente que surjam para tratamentos menos homens que senhoras, uma vez que estas apresentam com regularidade problemas de coluna. Carlos Barbosa alerta: “O uso de computador traz muitas complicações, como tendinites”.

Carlos Barbosa explica que, para esses tratamentos, há médicos que optam por curativos através de infiltrações, porém, é um método que, por incluir cortisona, pode originar outros problemas.

O trabalho de massagem é mais moroso, todavia, como assegurou Carlos Barbosa: “O meu trabalho é mais demorado, mas cura”, assegurou.

Há situações que se resolvem sem eletroterapia, por exemplo, uma luxação.

 

Quanto aos senhores, o mais comum são problemas articulares, devido ao desporto, como lesões nos joelhos, roturas de ligamentos, contusões, microrroturas e distensões. “As entorses mais graves provocam mesmo derrames sanguíneos bastante graves. Nas primeiras 72h, é bom pôr gelo, depois pode-se alternar com calor”, esclareceu Carlos Barbosa.

Atenção: as pomadas em gel não devem ser friccionadas, pois o anti-inflamatório fica nas mãos e não na zona de que dele necessita. Relativamente à utilização de laser, este massagista só o usa com prescrição médica, pois pode causar cristais, o que acontece também em caso das infiltrações.

 

“Cada pessoa tem de ser tratada consoante a sua idade e condições de vida, mesmo que a lesão seja a mesma. Tem de ser tratada de modo apropriado, ter medicação adequada, para as crianças é preciso ter atenção ao crescimento, no caso de um atleta é preciso relembrar os aspetos da sua vida profissional”, referiu Carlos Barbosa.

 

E antes da prática desportiva, este técnico de massagem de recuperação aconselha as pessoas a serem avaliadas por médicos, se especializados em medicina desportiva melhor, para examinar o seu estado geral da saúde.

 

“Muito importante nos atletas é higiene oral, uma lesão num dente pode condicionar tratamento de rotura muscular, levando à demora da cura!”, preveniu o especialista em medicina desportiva.

Outro conselho fundamental: cortar sempre as unhas em linha reta.

 

Importância do gelo

Como nos explica Carlos Barbosa, o gelo é um passo importante na recuperação de uma lesão, “é analgésico e anti-inflamatório; congela os vasos sanguíneos que rebentam e diminui o edema. Mas depois de 72h, a circulação tem de ser restabelecida normalmente, o calor faz regenerar tecidos”.

Ir à praia é bom para articulação do pé, para recuperação.

O técnico de massagem Carlos Barbosa utiliza um spray anestésico, com efeito apenas na hora, no momento de intervir na lesão do paciente.

 

Assim que sofra a lesão, Carlos Barbosa alvitra: vá ao médico de imediato. “É conveniente pós a lesão fazer raio-X primeiro. Às vezes faz-se radiografia e não se identifica o problema, contudo se se fizer aos 2 pés ou mãos e se se analisar comparativamente, nota-se a diferença e reconhece-se o problema”.

Facto também a considerar pelo mesmo técnico é, no caso de desportistas, a modalidade que praticam, porque

“cada modalidade tem a sua forma de ser tratada. A massa muscular de cada atleta trabalha de modo diferente. Por exemplo, o guarda-redes deve ser mais aquecido na equipa de futebol – é o que está mais parado durante o jogo e que movimenta mais o seu corpo quando tem de intervir”, descreveu Carlos Barbosa.

 

Há casos de lesões que podem ser resolvidas na própria ocasião, mas não é comum que tal aconteça. “Tenho de ver no dia seguinte como está a pessoa, que progresso houve, em que estado se encontra a lesão. Até talvez tenha de a reencaminhar para um médico. E primeiro de tudo deve procurar-se um médico: se há fratura não se pode mexer, e fissura também não.

Se não houver cura bem feita a situação pode tornar-se crónica. Depois à mínima situação, a pessoa pode sofrer uma nova lesão. Pode levar a problemas por exemplo do menisco e a pessoa tem de ser operada”, descreveu o massagista.

Os ortopedistas têm especializações apropriadas. Ao consultar um, a pessoa será tratada apropriadamente. “Temos bons ortopedistas cá”, frisou Carlos Barbosa.

 

A massagem foi descoberta muitos anos a.C., começou primeiramente a ser praticada por chineses, hindus, gregos e romanos.

Em 1952, em Portugal, surgiu o Manual Técnico de Massagem para o Exército.

Há 3 classes de massagem: A; B; C.

A terapêutica

B desportiva

C estética

 

A massagem desportiva tem 7 componentes:

  • Tocar ou suavizar
  • Afloramento
  • Amassar
  • Progressão
  • Fricção
  • Vibração
  • Manipulação

 

Como disse Carlos Barbosa, “um técnico de massagem tem de tê-las em mente.

Importante é igualmente o conhecimento teórico, e psicológico, para se saber lidar com o doente: fazê-lo esquecer a dor, ver a situação de outro modo, distrair-lhes dos problemas, tranquilizá-los. Se for uma criança, devemos brincar, se for um idoso, damos-lhe um carinho”.

Comentários

Outros Temas