
A varicela, popularmente conhecida como catapora, é uma doença infecciosa causada pelo vírus varicela-zóster. Apesar da ampla disponibilidade de vacina, ainda há casos no Brasil, especialmente em crianças não vacinadas, adolescentes, adultos suscetíveis e pessoas com imunidade comprometida.
A falsa ideia de que a varicela “acabou” faz com que muitos subestimem seus riscos e deixem de investir na prevenção.
O que é a varicela?
A varicela é uma infecção viral altamente contagiosa, transmitida principalmente por:
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gotículas respiratórias;
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contato direto com lesões da pele.
Após a infecção inicial, o vírus permanece latente no organismo e pode reativar-se mais tarde, causando o herpes-zóster.
Principais sintomas da varicela
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febre;
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mal-estar;
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dor de cabeça;
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surgimento de lesões avermelhadas que evoluem para vesículas e crostas;
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coceira intensa.
Em crianças, geralmente é uma doença benigna. Já em adultos, gestantes, recém-nascidos e imunossuprimidos, o risco de complicações é significativamente maior.
Ainda há casos de varicela?
Sim. Apesar da queda expressiva após a introdução da vacina, surtos continuam ocorrendo, principalmente quando há:
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baixa cobertura vacinal;
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atraso no calendário infantil;
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adultos que nunca tiveram a doença nem foram vacinados.
A varicela não erradicada continua sendo um problema de saúde pública.
Possíveis complicações
A maioria dos casos evolui bem, mas complicações podem ocorrer:
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infecções bacterianas secundárias da pele;
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pneumonia viral;
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encefalite;
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cerebelite;
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septicemia;
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risco aumentado de hospitalização em adultos.
Por isso, a varicela não deve ser encarada como doença “inofensiva”.
Como prevenir a varicela
1. Vacinação (principal forma de prevenção)
A vacina contra a varicela faz parte do Programa Nacional de Imunizações (PNI) e é indicada para:
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crianças (em duas doses);
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adolescentes e adultos suscetíveis;
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profissionais de saúde não imunizados.
A vacinação reduz drasticamente:
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o risco de infecção;
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a gravidade da doença;
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as complicações.
2. Identificação e isolamento dos casos
Pessoas com varicela devem:
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evitar contato próximo com outras pessoas;
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permanecer afastadas de escolas e trabalho até a fase de crostas.
Isso reduz a disseminação do vírus.
3. Atenção especial a grupos de risco
Gestantes, recém-nascidos e imunossuprimidos devem ser avaliados rapidamente após exposição ao vírus, podendo necessitar de imunoglobulina específica.
Diagnóstico da varicela
O diagnóstico é, na maioria das vezes, clínico, baseado no padrão típico das lesões. Em casos atípicos ou graves, exames laboratoriais podem auxiliar na confirmação.
Tratamento
Na maioria dos casos, o tratamento é sintomático, focado em:
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controle da febre;
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alívio da coceira;
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prevenção de infecção secundária.
Antivirais podem ser indicados em situações específicas, sempre sob avaliação médica.
Por que falar de varicela ainda é importante?
Porque:
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a doença ainda circula;
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a baixa adesão vacinal favorece surtos;
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adultos têm maior risco de complicações;
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a prevenção é simples, eficaz e disponível.
Vacina não é apenas proteção individual — é proteção coletiva.
Em Síntese
A varicela ainda existe, ainda adoece e ainda pode causar complicações. A melhor forma de prevenção continua sendo a vacinação, aliada à informação correta e à vigilância dos sintomas.
Em saúde pública, esquecimento não significa erradicação.
📌 O que você pode fazer agora
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✔ Verifique sua caderneta de vacinação ou a de seus filhos
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✔ Em caso de dúvidas, procure uma unidade de saúde
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✔ Evite contato com pessoas infectadas se não estiver imunizado
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✔ Busque informação confiável sobre vacinas
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✔ Acompanhe conteúdos educativos no Alerta Saúde
👉 Prevenir varicela é simples, seguro e salva vidas.
📚 Fontes e referências
- Ministério da Saúde – BrasilPrograma Nacional de Imunizações (PNI) – VaricelaSociedade Brasileira de Pediatria (SBP)Manual de imunizaçõesCenters for Disease Control and Prevention (CDC)Chickenpox (Varicella)Organização Mundial da Saúde (OMS)Varicella and herpes zoster vaccinesUpToDateClinical manifestations and prevention of varicella