Exames e diagnóstico

Convulsão infantil: o que fazer e quando é urgência

Publicado em 12/10/2026
Compartilhar
Criança deitada ao lado da mãe recebe atendimento de uma profissional de saúde após convulsão infantil.

Saiba o que fazer na convulsão infantil, como proteger a criança e quando chamar o SAMU.

A convulsão infantil assusta, mas saber como agir ajuda a proteger a criança. Não coloque nada na boca, não segure os movimentos e marque o tempo da crise.

Se for a primeira convulsão, houver dificuldade para respirar ou a crise atingir cinco minutos, procure ajuda imediatamente. No Brasil, ligue para o SAMU 192 e siga as orientações. Não espere cinco minutos se já houver sinais de gravidade.

Como reconhecer uma convulsão infantil?

Durante a crise, a criança pode ficar rígida, apresentar movimentos repetidos nos braços e nas pernas, perder a consciência ou deixar de responder.

Depois, pode ficar sonolenta, confusa ou irritada. Observe se ela recupera gradualmente o comportamento habitual e informe à equipe quanto tempo a crise durou.

O que fazer durante a convulsão infantil?

Enquanto aguarda ajuda, concentre-se em evitar ferimentos:

  1. Marque o horário de início. A duração ajuda a definir a urgência.
  2. Afaste objetos perigosos. Proteja a cabeça com algo macio, sem cobrir o rosto.
  3. Não prenda braços e pernas. Não tente interromper os movimentos à força.
  4. Não coloque dedos, colheres ou panos na boca.
  5. Não ofereça água, comida ou medicamentos pela boca enquanto a criança não estiver completamente recuperada.
  6. Quando os movimentos terminarem, coloque-a de lado, se estiver respirando normalmente, e acompanhe a respiração.

Não mova a criança durante a crise, salvo se o local oferecer perigo. Também não tente controlar a febre com banho frio durante a convulsão.

Se ela não respirar normalmente após a crise, avise imediatamente ao atendente do SAMU e siga as instruções de reanimação.

Convulsão infantil: quando chamar o SAMU 192?

Por isso, acione o serviço imediatamente se:

  • For a primeira convulsão.
  • A crise atingir cinco minutos ou você não souber quando começou.
  • Outra crise começar antes da recuperação.
  • Houver dificuldade para respirar, lábios azulados ou ferimento importante.
  • A criança continuar muito difícil de despertar.

Movimentos em apenas um lado do corpo, fraqueza após a crise ou sonolência acima do habitual por mais de uma hora também exigem avaliação urgente. Se a criança ainda estiver convulsionando ou inconsciente, peça uma ambulância em vez de tentar transportá-la por conta própria.

Convulsão com febre significa epilepsia?

Não. Convulsão febril e epilepsia são condições diferentes. A convulsão febril costuma ocorrer em crianças pequenas, geralmente entre seis meses e cinco a seis anos, durante uma doença com febre.

Porém, a presença de febre não permite concluir, em casa, que a crise seja simples. A equipe precisa avaliar a criança e procurar a causa da febre, principalmente quando há sinais de infecção grave ou recuperação incompleta.

Antitérmicos podem aliviar o desconforto, quando indicados, mas não são uma forma confiável de prevenir convulsões febris.

O que acontece no atendimento de urgência?

A prioridade é avaliar respiração, circulação e consciência, além de interromper uma crise prolongada. A equipe também verifica a glicose, pois alterações como a hipoglicemia precisam ser identificadas e corrigidas rapidamente.

Conforme a história e o exame físico, podem ser necessários exames para investigar alterações metabólicas, infecções ou outras causas. Se a convulsão continuar por cinco minutos ou mais, o tratamento deve começar sem aguardar todos os resultados.

Convulsão infantil: quais exames podem ser necessários?

Na convulsão infantil, não existe uma lista obrigatória de exames para todos os casos. Eletrólitos, cálcio e gasometria podem ser solicitados conforme a idade, a gravidade e a recuperação da criança.

Tomografia e eletroencefalograma também não são necessários em toda crise. Em uma convulsão febril simples, com recuperação completa e avaliação tranquilizadora, pode não ser preciso investigar além do necessário para esclarecer a febre.

Depois da convulsão infantil, quais cuidados manter?

Permaneça perto da criança e observe sua recuperação. Informe à equipe sobre febre, doenças recentes, medicamentos utilizados, crises anteriores e duração do episódio.

Se ela já tiver um plano médico para crises, siga as orientações prescritas. Medicamentos de resgate devem ser usados somente conforme esse plano e o treinamento recebido.

Compartilhe este conteúdo com pais, familiares e cuidadores. Saber o que fazer pode evitar ferimentos e acelerar o atendimento. Na primeira convulsão ou diante de sinais de gravidade, procure ajuda imediatamente.

Além disso, consulte nossa lista de telefones úteis de saúde e emergência e mantenha esses contatos acessíveis.

Fontes consultadas