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Novembro Roxo: mês de conscientização sobre a prematuridade

Publicado em 03/11/2026
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Campanha destaca a importância do pré-natal, dos cuidados com bebês prematuros e do apoio às famílias desde o nascimento.

O QUE É O NOVEMBRO ROXO?

O Novembro Roxo é uma campanha de conscientização sobre a prematuridade, dedicada a informar a população sobre os riscos do nascimento antecipado, a importância da assistência neonatal e os cuidados necessários para proteger a saúde dos bebês.

No Brasil, a campanha foi instituída pela Lei nº 15.198/2025, que estabeleceu o Dia Nacional da Prematuridade em 17 de novembro.

O QUE É CONSIDERADO UM BEBÊ PREMATURO?

Um bebê é considerado prematuro quando nasce antes de completar 37 semanas de gestação. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prematuridade é classificada em três grupos:

  • Prematuro extremo: antes de 28 semanas.
  • Muito prematuro: entre 28 e menos de 32 semanas.
  • Prematuro moderado ou tardio: entre 32 e menos de 37 semanas.

Estimativas da OMS apontam que mais de 1 em cada 10 bebês nasceu prematuramente no mundo em 2020.

POR QUE O NASCIMENTO PREMATURO EXIGE ATENÇÃO?

O nascimento antes do tempo pode ocorrer quando órgãos e sistemas ainda não estão completamente desenvolvidos. Dependendo da idade gestacional, o recém-nascido pode apresentar dificuldades respiratórias, problemas de alimentação, alterações de temperatura corporal, infecções e outras complicações.

Nem todo bebê prematuro apresenta problemas graves. O risco depende da idade gestacional, do peso ao nascer e da assistência recebida. Alguns precisam de acompanhamento em uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) neonatal.

QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS E OS FATORES DE RISCO?

O parto prematuro pode acontecer espontaneamente ou ser indicado pela equipe médica quando continuar a gestação representa risco para a mãe ou o bebê. Entre os fatores associados estão:

  • Gestação de gêmeos ou múltiplos.
  • Histórico de parto prematuro.
  • Infecções durante a gravidez.
  • Hipertensão e outras complicações maternas.
  • Alterações no colo do útero.
  • Tabagismo durante a gestação.

Entretanto, nem sempre é possível identificar uma causa específica.

QUAIS SINAIS PODEM INDICAR TRABALHO DE PARTO PREMATURO?

Antes das 37 semanas, alguns sintomas precisam de avaliação médica:

  • Contrações uterinas regulares ou frequentes.
  • Pressão intensa na região pélvica.
  • Dor lombar persistente.
  • Sangramento vaginal.
  • Perda de líquido pela vagina.
  • Cólicas semelhantes às menstruais.

Esses sinais não confirmam, isoladamente, um trabalho de parto prematuro. Ao perceber qualquer um deles, a gestante deve procurar imediatamente uma maternidade ou serviço de urgência.

COMO O PRÉ-NATAL AJUDA A PREVENIR COMPLICAÇÕES?

O acompanhamento pré-natal permite identificar fatores de risco, monitorar o desenvolvimento fetal e reconhecer problemas que podem comprometer a gestação. Consultas regulares, controle da pressão arterial, avaliação de infecções e realização dos exames indicados contribuem para uma gravidez mais segura.

O pré-natal não consegue evitar todos os partos prematuros, mas permite intervenções oportunas e melhor preparação da assistência ao nascimento.

QUAL É O PAPEL DOS EXAMES LABORATORIAIS?

Conforme a avaliação médica, podem ser solicitados hemograma, exames de urina, glicemia e testes para infecções. Após o nascimento, bebês prematuros podem necessitar de análises como glicemia, bilirrubina, hemograma e gasometria, de acordo com seu quadro clínico.

Nenhum exame isolado determina se ocorrerá um parto prematuro ou define o prognóstico do recém-nascido. Os resultados devem ser interpretados em conjunto com a avaliação clínica.

QUAIS CUIDADOS AJUDAM O BEBÊ PREMATURO?

O atendimento pode envolver suporte respiratório, controle da temperatura, nutrição adequada e monitoramento contínuo. Uma prática recomendada pela OMS é o Método Canguru, que promove o contato pele a pele entre o bebê e seu cuidador, respeitando as condições clínicas e a orientação da equipe de saúde.

A participação da família também é importante durante a internação e após a alta hospitalar.

NOVEMBRO ROXO: CUIDAR TAMBÉM É ACOMPANHAR

A atenção à prematuridade não termina quando o bebê deixa o hospital. O acompanhamento do crescimento, do desenvolvimento, da alimentação e da vacinação é essencial, principalmente nos primeiros anos de vida.

Compartilhe esta informação. Se você conhece uma gestante, incentive o acompanhamento pré-natal. Se conhece uma família com um bebê prematuro, ofereça apoio e respeite o tempo e as necessidades dessa criança.

PARA PROFISSIONAIS DE LABORATÓRIO

O cuidado com recém-nascidos também depende de análises laboratoriais seguras. Conheça o Analista On-line, um espaço para profissionais de laboratório compartilharem dúvidas e conhecimentos, sempre respeitando os protocolos e a segurança do paciente.

FONTES CONSULTADAS