Saúde

Tipos de alergia: sintomas e quando procurar atendimento

Publicado em 26/10/2026
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Tipos de alergia: médica examina irritação no braço de uma paciente.

Entenda os tipos de alergia, o papel dos exames e os sinais que exigem ajuda imediata.

Alergia é uma reação do sistema de defesa do organismo a uma substância que, para muitas pessoas, é inofensiva. Essa substância é chamada de alérgeno. Os tipos de alergia podem envolver alimentos, medicamentos, ácaros, cosméticos e venenos de insetos, com manifestações que vão de espirros a reações graves.

O mais importante é reconhecer quando os sintomas precisam de investigação e quando representam uma emergência.

Quais são os principais tipos de alergia?

Alergias respiratórias

Ácaros, pólens, fungos e substâncias de animais podem desencadear rinite alérgica, com espirros, coriza, coceira e nariz entupido. Os olhos também podem coçar e lacrimejar.

Algumas pessoas apresentam asma associada à alergia, com tosse, chiado e falta de ar. Nem toda rinite ou asma, porém, tem origem alérgica.

Alergia alimentar

Ocorre quando o sistema imunológico reage a componentes de um alimento. Leite, ovo, amendoim, castanhas, peixes e crustáceos estão entre os possíveis desencadeantes.

Pode causar urticária, inchaço, vômitos, dor abdominal e sintomas respiratórios. Em algumas pessoas, provoca anafilaxia, uma reação grave.

Alergia alimentar e intolerância são diferentes. A intolerância à lactose, por exemplo, envolve dificuldade para digerir o açúcar do leite, sem o mesmo mecanismo imunológico da alergia.

Alergia de contato

A dermatite de contato alérgica pode surgir após exposição a níquel, fragrâncias, conservantes e componentes de cosméticos. Provoca coceira, alteração da cor da pele, descamação e pequenas bolhas, geralmente horas ou dias depois do contato.

Nem toda irritação é alergia. Sabões e detergentes também podem danificar diretamente a pele, causando dermatite irritativa.

Alergia a medicamentos

Medicamentos podem provocar reações na pele e, em situações graves, comprometer a respiração e a circulação. Entretanto, efeitos colaterais, como náusea isolada, não significam necessariamente alergia.

Anote o nome do medicamento, o horário da dose e os sintomas. Não faça uma nova exposição por conta própria para confirmar a reação.

Alergia ao veneno de insetos e ao látex

Ferroadas de abelhas, vespas e algumas formigas podem desencadear reações que ultrapassam o local atingido. O látex, presente em determinados produtos de borracha, também pode causar alergia. Essas exposições podem provocar anafilaxia em pessoas suscetíveis.

Toda urticária é alergia?

Não. Urticária causa placas elevadas que coçam, mas também pode estar relacionada a infecções, estímulos físicos ou mecanismos autoimunes. Na forma crônica, frequentemente não existe um alimento ou produto responsável.

Investigar a história dos sintomas ajuda a evitar restrições alimentares e exames sem indicação.

Quando procurar atendimento imediatamente?

Acione o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, pelo 192, diante de suspeita de anafilaxia. Os sinais incluem:

  • Falta de ar, chiado intenso ou dificuldade para respirar.
  • Inchaço na língua ou garganta.
  • Rouquidão repentina ou dificuldade para engolir.
  • Desmaio, confusão ou tontura intensa.
  • Piora rápida após alimento, medicamento ou ferroada, especialmente com sintomas em diferentes partes do corpo.

A anafilaxia pode acontecer sem manchas ou coceira na pele. Não espere todos os sinais aparecerem.

A adrenalina intramuscular é o tratamento prioritário. Quem já possui autoinjetor prescrito deve seguir seu plano de emergência e chamar ajuda. Antialérgicos não substituem a adrenalina nem justificam adiar o atendimento. Mesmo com melhora, é necessária avaliação de emergência.

Quando marcar uma consulta?

Procure avaliação quando os sintomas forem recorrentes, prejudicarem o sono ou a rotina, ou surgirem após alimentos e medicamentos. Depois de uma reação grave, o acompanhamento com alergista é essencial.

Inchaço no rosto com dor, calor ou febre também precisa de avaliação, pois pode ter outra causa. Leia sobre celulite facial e seus sinais de alerta.

Quais exames ajudam a investigar os tipos de alergia?

A investigação começa pela história clínica. Conforme a suspeita, o médico pode indicar teste de puntura na pele, dosagem de imunoglobulina E específica, chamada IgE, ou teste de contato.

IgE específica positiva indica sensibilização, mas não confirma sozinha uma alergia. O resultado precisa corresponder aos sintomas e à exposição. Um exame negativo também não exclui todos os mecanismos de reação.

Em situações selecionadas, testes de provocação ajudam a esclarecer o diagnóstico. Devem ocorrer sob supervisão especializada, em ambiente preparado para tratar reações. Painéis de imunoglobulina G, a IgG, não são recomendados para diagnosticar alergia alimentar.

Como cuidar com segurança?

O tratamento depende do diagnóstico e pode incluir redução da exposição, medicamentos prescritos e, em casos selecionados, imunoterapia. Evite automedicação e dietas restritivas baseadas apenas em exames.

Compartilhe este conteúdo. Se os sintomas se repetem, procure avaliação; se houver dificuldade para respirar ou desmaio, busque ajuda imediatamente.

Fontes consultadas

Para profissionais de laboratório

A investigação das alergias também exige cuidado com amostras e resultados. Conheça o e-book “Boas práticas laboratoriais: Você pratica?”, na página de e-books do Alerta Saúde. Para trocar dúvidas com outros profissionais, acesse o Analista On-line.